Electric Sheep - Jannone's blog

Tuesday, June 10, 2008

Confissões de um "atirador de elite" da economia

Perkins, um ex-economista-chefe da empresa de consultoria estratégica Chas. T. Main, diz que foi um "economic hit man" durante 10 anos, ajudando agências de inteligência estado-unidenses e multinacionais a manipular e chantagear líderes estrangeiros para que servissem à política externa dos EUA, assinando lucrativos contratos com empresas americanas. "Economic hit men" (EHMs), ou atiradores de elite econômicos, são profissionais de alto salário que trapaceiam países por todo o planeta na ordem de trilhões de dólares," Perkins escreve. "Confissões de um Economic Hit man" parece um extraordinário conto de intriga e maquinações obscuras no estilo de John Le Carré, porém a história é verdadeira.

Segundo Perkins, suas projeções econômicas tornaram-se receitas à moda Enron para convencer governos de países estrangeiros a aceitar bilhões de dólares em empréstimos do Banco Central; e outras instituições a construir represas, aeroportos, malhas energéticas, dentre outras infraestruturas pelas quais ele sabia que não poderiam pagar. Os empréstimos eram dados com a condição de que os contratos de construção e engenharia deveriam ser concedidos a empresas americanas. Com frequência o dinheiro seria simplesmente transferido de uma conta bancária em Washington para outra em Nova Iorque ou São Francisco. Os arranjos eram feitos subornando oficiais estrangeiros, mas eram as pessoas comuns que pagavam os impostos e que precisavam arcar com os empréstimos. Quando seus governos não conseguiam pagar, como geralmente era o caso, os EUA ou seus capangas no Banco Central ou do Fundo Monetário Internacional (FMI) entrariam em cena e essencialmente comandariam o país, ditando tudo desde os gastos internos até acordos de segurança, e até mesmo seus votos nas Nações Unidas. Esta era, segundo Perkins, uma maneira inteligente de que os EUA dispunham para expandir seu "império" às custas dos cidadãos do Terceiro Mundo.

Traduzido de:
http://americangoy.blogspot.com/2008/03/economic-hitman-where-is-proof.html

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Saturday, July 28, 2007

Projeto Lei defende redução do preço de consoles e games no Brasil

Como bom entusiasta dos computadores e dos videogames, eu não poderia também deixar de me entusiasmar com esta notícia.

Reproduzo aqui na íntegra, do site UOL:


Uma das grandes razões pela qual os jogadores, no Brasil, preferem comprar consoles e games importados, por meios legais ou não, é a pesada carga tributária que incide sobre os mesmos no país. Trata-se de um fator que afastou as fabricantes de videogames do território nacional por bastante tempo.

No entanto, o deputado Carlito Merss (PT-SC) apresentou o Projeto de Lei 300/07, que prevê a extensão dos benefícios da Lei da Informática aos jogos eletrônicos, servindo tanto ao hardware quanto ao software e outros acessórios.

Segundo Merss, a carga tributária sobre os consoles é de até 275% sobre o valor básico do sistema, não levando em conta frete, seguros, impostos e taxas de embarque. Merss relata: "O desenvolvimento de jogos ainda é incipiente, em razão da elevada carga tributária incidente sobre tais equipamentos e, sobretudo, da exclusão desse segmento dos incentivos fiscais estabelecidos pela Lei de Informática". Um exemplo de sucesso na mudança tributária foi o México: "O mercado mexicano cresce a taxas superiores a 30% ao ano após a adoção de mecanismo de desoneração tributária".

De acordo com o portal da Câmara de Deputados, "o projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania". Clique neste link para ler a íntegra da proposta do Projeto de Lei 300/07.


Pelo que consta no site da câmara, o projeto está aguardando ser avaliado pelas Comissões, com prioridade de trâmite ordinário. Muito provavelmente não vai ser votado em plenário, mas sim diretamente aprovado ou rejeitado, após uma loooonga espera.

Bom, e o que podemos fazer?

Envie um e-mail ao relator, o deputado Gustavo Fruet, pedindo para que se aprove o Projeto de Lei 300/2007. Explique a ele que o Brasil está perdendo a oportunidade de participar legalmente em um mercado de US$ 35 bilhões. Diga que o brasileiro não somente é um ávido consumidor de jogos eletrônicos, como também desenvolvedor, e que o estigma da pirataria pode ser revertido com esse Projeto, de maneira a trazer de volta o interesse (e o investimento) de grandes empresas como a Sony e a Nintendo no país.

Isso não toma mais do que 5 minutos do seu esforço. Vale lembrar que chances como essa levam anos para surgir, especialmente no estágio em que está. Se o projeto for rejeitado, isso talvez signifique mais 5 anos com o Brasil à sombra desse mercado, atuando na informalidade e sendo amplamente ignorado no exterior.

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